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Aumenta o consumo de orgânicos em Goiás

Em 2016 havia 79 produtores cadastrados no Ministério da Agricultura. Neste ano, chegou a 216 o número de agricultores que produzem alimentos livres de agroquímicos.

 

Nos últimos três anos o número de produtores orgânicos no Estado de Goiás quase triplicou. Em 2016 haviam 79 produtores cadastrados no Ministério da Agricultura. Este ano, o número chegou a 216 agricultores que produzem alimentos livres de agroquímicos.

O agricultor Edson Vieira Porto é produtor orgânico filiado à Associação para o Desenvolvimento da Agricultura Orgânica (ADAO-GO), na Associação dos Produtores Agroecológico de Anápolis e Região (APROAR) e da Associação de Produtores de Silvânia. Ele comercializa produtos orgânicos, agroecológicos e de fabricação artesanal. Edson explica a diferença desses tipos de produtos.

“A propriedade recebe uma fiscalização para que o alimento produzido lá seja realmente orgânico de acordo com o que foi estabelecido por Lei. Daí o produto pode receber a etiqueta de alimento orgânico do governo. O alimento agroecológico é livre de aditivos químicos, mas que não é certificado. Os alimentos orgânicos que eu produzo saem somente da área da minha propriedade que está certificada. Já os derivados lácteos que eu comercializo, como o requeijão, são de fabricação própria, artesanal”, explica Edson.

Ele também esclarece que o tipo de certificação da Associação para o Desenvolvimento da Agricultura Orgânica (ADAO-GO) é uma certificação coletiva. Todas as propriedades dos associados são fiscalizadas por empresas credenciadas pelo Ministério da Agricultura para seguir à risca as determinações da Lei de produtores orgânicos e poder receber a certificação.

“Pelo caráter coletivo, o produtor que ferir o que é estabelecido por lei pode fazer com que a certificação trave ou o produtor é retirado de imediato da Associação”, explica o agricultor.

O agricultor afirma que o preço dos produtos orgânicos é um pouco mais caro que os convencionais, mas não tem variação de preço pela sazonalidade. “Nos empórios e mercados grandes os alimentos orgânicos são mais caros do que os que comercializamos nas feiras. Em relação ao alimento convencional, chega a ser 30% mais caro em determinadas épocas do ano. Porque o produto dos grandes agricultores varia de acordo com as fases do ano, mas nossos produtos têm o preço linear o ano todo”, afirma.

Para o produtor Edson, o aumento dos produtores de alimentos livres de agroquímicos acompanhou a procura da população por esse tipo de produto. “Desde que comecei a trabalhar com isso, a procura deve ter aumentado em média 60%. Quando nós começamos, éramos um número reduzido de produtores. Isso foi aumentando gradativamente à medida que a procura por esse tipo de alimento também aumentou”.

 

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Fonte: Primeira Página, com informações do site O Hoje.

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